Somadas a mim, estão minhas alegrias e experiências; minhas virtudes e minhas crenças.
Minha alma tem gritado a necessidade de ser livre, enquanto meu corpo que a cada dia está mais frágil, prova a situação.
Estou entre tudo isso, com a essência deixando um mero vestígio de que ainda devo opinar. A alma por si só não me respeita, caminha como clandestina sob meu corpo. É como se cada partícula de mim fosse pra ela postes defeituosos na cidade que existe aqui e ela sabe que só ela pode os acender ( afinal, o meu corpo depende dela como ela depende dele ), mas num gesto egocêntrico prefere deixar daquele modo, prefere as noites frias e escuras, as luzes e o calor de um lugar aconchegado.
Numa hora sou alma, n'outra sou corpo. Cada um numa busca, cada um num caminho. Tão distantes, tão unidos, acompanhantes e mesmo assim ... sozinhos.

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