segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A estranha lembrança.


Caminhando com os cabelos negros que faziam sombra aos seus ombros perfeitamente desenhados que por sua vez revigoravam seus andar e seu olhar encorajado, ela vinha. Por algum tempo pensei se devia olhar ou se isso (feito daquele modo) poderia roubar-lhe a beleza; decidi parar, não olhei mais, mas senti sua mão tocar a minha, num gesto de cortesia e era como se já nos conhecíamos.
Olhou fixamente para mim e houve roubo (agora sim), roubou minha identidade, meu passado, trouxe algo novo, portanto não foi roubo. Troca bem sucedida. Vi num breve instante, a cigana renovar minha vida.

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