Nem sempre o que se espera de alguém é o se devia esperar naquele instante. As vezes pensamos que somos fortes, inabaláveis e que todo poder está em nossas mãos. Mas nem tudo é como queríamos que fosse. Nem todo coleguismo é amizade, nem toda paixão é amor. Nem todo sorriso é de alegria. As palavras nem sempre dizem tudo que queremos que expressem, nem sempre saem como pedimos pra que saiam. Passam por entre as vias de nosso corpo, infligindo qualquer regra de cautela daquele trânsito. Simplesmente saem, pra que depois nós paguemos a conta do estrago que fizeram. Estamos todos suscetíveis a essa mania que elas tem, as educamos assim. Algumas vezes a gente tenta reeditar essa linha de educação, mas essa é uma medida que só vem tarde - soluciona - mas, chega na maior parte das vezes atrasada.
Somos mestres no " deixar para depois ", no " o tempo vai dizer " e coisa e tal, mas no HOJE, no AGORA a gente sempre se balança. As palavras as vezes nos ludibriam, nos manipulam, sem nenhum constrangimento quanto a isso, sem nenhum problema de consciência, porque as palavras são a consciência escapando de nosso corpo.
Mas o corpo não tem poder de enganar se sintonizado a nossa alma, ele se torna inocente, torna-se ferramenta dela, o abraço, mesmo a um desafeto, ele leva nossas energias, regulariza o trânsito do nosso corpo, fiscaliza nossas palavras antes que elas saiam e nos tornam mediante isso, sinceros e limpos. Renova as nossas energias e revigora nossas almas. O abraço é a ferramenta que a alma usa pra mostrar-se.

cara, amay muito! :O
ResponderExcluirprofundo, poético e realista :)